A condição primordial para que possamos realmente partilhar o amor é não impedir o outro de crescer como indivíduo distinto de nós. Quando bloqueamos o crescimento de quem amamos, a relação de afetividade fica segmentada por montanhas de frustração e desapontamento.
“A justiça consiste no respeito aos direitos de cada um. (…) O direito estabelecido pelos homens, portanto, não está sempre conforme a justiça. Aliás, ele não regula senão certas relações sociais, enquanto que, na vida particular, há uma imensidade de atos que são unicamente da alçada do tribunal da consciência”. – Livro dos Espíritos, questão 875.
O “respeito aos direitos de cada um”, a que se referem os Guias Espirituais, está fundamentado, acima de tudo, nos bens imortais ou valores íntimos que conquistamos e que nos dão o direito de uso, desfrute e disposição, sem desacatar, afrontar ou impedir, no entanto, o crescimento das pessoas com quem convivemos.
O ultraje e o desrespeito no amor têm como “pano de fundo” certas características psicológicas de indivíduos que negam seus próprios temores, inseguranças e fraquezas e que se compensam utilizando comportamentos autoritários, possessividade e arrogância.
No amor não é preciso viver como se estivéssemos num “torneio”, tentando medir forças ou exibir a importância de nosso valor por meio de imposições, discussões e disputas diárias. O respeito legitima e valoriza o amor, que sempre vem acompanhado de atenção, colaboração, companheirismo e afetuosidade.
Quando amamos alguém, o melhor a fazer é mostrar-lhe nossa “visão de mundo”. No entanto, devemos dar-lhe o direito de aceitar ou de recusar nossas idéias e pensamentos, sem causar-lhe nenhum constrangimento nem utilizar expressões de subordinação.
No que diz respeito a laços afetivos, por mais envolvimento que haja em termos de simpatia, ternura e anseio, a dinâmica que nos manterá unidos a outra pessoa será invariavelmente o respeito mútuo. Se desejarmos conviver bem afetivamente, deveremos nos empenhar na aquisição da sabedoria interior, que é sempre uma tarefa pessoal.
Para atingirmos a plenitude do amor, é necessário nos libertarmos das crises de onipotência, pois somente admitindo nossa vulnerabilidade é que criaremos uma situação favorável para o êxito no amor.
O amor nos põe à disposição o mais frutífero e abençoado dos terrenos para o crescimento interior. Esse “solo fecundo”, quando fertilizado pelo afeto real, nos faz abrir mão da ilusão de possuir toda a verdade, eliminando, em conseqüência, nossas síndromes de inflexibilidade.
Fonte: extraído do livro “Os Prazeres da Alma”, de Francisco do Espírito Santo Neto, ditado pelo Espírito Hammed. Editora Boa Nova.
Ótimo artigo.
Por isso tantos dizem amar, mas na verdade não amam; querem ser”proprietários” do outro, não respeitam suas individualidades, não ficam felizes quando a pessoa cresce.
E acabam anulando, fazendo este alguém tornar-se triste, desmotivada, pois para viver com um controlador, a apessoa precisa anular-se, e isso nunca valerá a pena. A pessoa sempre deve ter seus valores, e autoestima.
O amor liberta, amor que aprisiona não é amor.
Amor… enquanto vivemos. .. vamos esclarecendo a alma. beijocas
Otimo para esclarecer a alma…