A vida na Terra não é fácil!
Tal constatação evidentemente não é novidade para ninguém já que certamente todos fazem essa percepção quase que diariamente.
Não é fácil propositadamente e não cabe aqui falarmos em injustiça.
Ora, considerando que as razões principais de nossas encarnações materiais são aprendizado e depuração, parece simples percebermos que conseguiremos alcançar esses propósitos de forma muito mais eficiente na medida em que formos capazes de superar os inúmeros desafios que a vida nos proporcionar.
Ademais, não podemos deixar de perceber que as vivências que fazemos enquanto encarnados na Terra são exatamente aquelas permitidas pela mentalidade aqui dominante.
Ou seja, a maior parte dos percalços que nos são apresentados decorre diretamente de nosso grau de adiantamento moral, tanto particular quanto coletivo.
Como em uma escola, as lições a serem aprendidas são exatamente aquelas que os alunos estão aptos a aprender e só passaremos às series seguintes após termos internalizado todo o necessário no estágio presente.
Ocorre que a maioria de nós, ao se deparar com alguns desses inúmeros desafios que ainda temos que, enquanto humanidade, aprender a superar, acaba por terceirizar a culpa exclusivamente para aqueles que estão no exercício da função pública e, de fato, muitas vezes não a exercem da forma mais adequada, parecendo não perceber que cada um de nós é parcialmente responsável por alimentar e sustentar a situação atual, tanto naquilo que ocorre para o bem, quanto nos inúmeros pontos em que ainda estamos errando e insistindo e repetir os mesmos erros.
Ora, se tudo aquilo que não vai bem em nossa sociedade é reflexo da mentalidade dominante, é bem provável que nossos pensamentos e atitudes estejam contribuindo para a manutenção da situação atual, facilitando inclusive toda a problemática social que vivenciamos dia após dia.
Por mais que alguns de nós possam dizer que pensam diferente da maioria, não contribuem com a mentalidade dominante e que não se sentem parcialmente responsáveis pela situação atual, devemos perceber que a omissão dos que comodamente reclamam do que não vai bem, mas insistem em terceirizar a culpa e não fazer nada para mudar também é perniciosa.
Qualquer transformação se opera de dentro para fora e, para que possamos alterar a mentalidade dominante, é necessário que mais e mais pessoas se proponham a corajosamente agir e pensar de uma maneira nova e diferente, buscando fomentar o sentido da fraternidade, da vivência do bem e dos valores morais.
Dentre tantos outros, podemos citar o exemplo de Gandhi, que certamente foi um dos grandes capacitores do Século XX e soube como ninguém fazer de sua vida um reflexo da sociedade que desejava.
Vejam que importantes transformações podem se operar através do corajoso exemplo daqueles que ousaram dedicar suas vidas à causa da humanidade.
Se quisermos mudança, ao invés de reclamar, devemos nos habilitar para sermos essa mudança que tanto almejamos e para, pouco a pouco, contagiarmos o resto da humanidade com essa boa nova.
Fonte: Texto de Rodrigo Fontana França.