Ambição tem duplo sentido. Alguns a utilizam para expressar algo negativo, tal como a busca primordial de sucesso e bens materiais que possam satisfazer o egoísmo e o orgulho. Outros a entendem como um desejo intenso movido na direção de certo objetivo futuro, de modo que pode haver aí um aspecto positivo, desde que tal desiderato seja cristão.
O principal é a pessoa canalizar sempre as aspirações que têm para os bons sentimentos, fundando nesse prisma os alicerces da sua reforma íntima.
Cultivando a lei universal do amor, incluindo seus derivados, pode tornar-se positiva a ambição, desde que ela não resvale para o exagero do fanatismo e outras posturas extremistas.
Logo, é melhor, pela prudência, que o encarnado detenha sempre sua ambição. Semear e cultivar apenas o desejo de mudar para melhor é suficiente. Praticar a reforma íntima não necessita de exaltação no seu querer, mas unicamente força de vontade.
Regra geral, comportando exceções, não deve o encarnado ser ambicioso; precisa trabalhar com força de vontade. O excesso nas posturas não lhe é salutar; o equilíbrio e a ponderação são adequados ao ângulo cristão da vida.
Fonte: extraído do livro “Fundamentos da Reforma Íntima”, de Abel Glaser, pelo Espírito Cairbar Schutel. Casa Editora O Clarim.